O pôr do Sol
refletido
em aranha-céus
espelhados
Imperceptível
aos olhos
tão condicionados
às luzes elétricas
Sempre apressados
transitam
confrontam-se
nas calçadas
E tropeçam
nos invisíveis
corpos
Fenômenos alheios
ao plano Cartesiano
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
São Paulo
Caminho
pelas ruas
Ainda dia
embora
quase sempre
cinza
Cidade
abarrotada
de transeuntes,
imenso deserto.
As pessoas
não têm
cheiro algum
nem medo
nem curiosidade
muito menos
Amor.
Olhos
pesados
no asfalto
Sorriso
encharcado
e peito
exausto
que dói
com tanta indiferença.
pelas ruas
Ainda dia
embora
quase sempre
cinza
Cidade
abarrotada
de transeuntes,
imenso deserto.
As pessoas
não têm
cheiro algum
nem medo
nem curiosidade
muito menos
Amor.
Olhos
pesados
no asfalto
Sorriso
encharcado
e peito
exausto
que dói
com tanta indiferença.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Saudade
Sua risada
rompe meu silêncio
Então sorrio
pra calar
qualquer falta
que doa
na alegria
de sua ausência
rompe meu silêncio
Então sorrio
pra calar
qualquer falta
que doa
na alegria
de sua ausência
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Madrugada
Vai menina!
Deixa que as pernas
conduzam
o movimento ébrio
Flutua
é noite
é Lua cheia
Abandona qualquer lembrança
inquieta
Deixa
deixa os vazios
caidos pelo asfalto
enquanto as luzes
contornam rostos
ecoando risada
sensação
que corre
tropeça
não desafina
Vai menina!
segue os loucos
segue os músicos
todos atores
de andar enigmático
Larga esse relógio
que as horas
não há quem te devolva
jamais
Deixa que as pernas
conduzam
o movimento ébrio
Flutua
é noite
é Lua cheia
Abandona qualquer lembrança
inquieta
Deixa
deixa os vazios
caidos pelo asfalto
enquanto as luzes
contornam rostos
ecoando risada
sensação
que corre
tropeça
não desafina
Vai menina!
segue os loucos
segue os músicos
todos atores
de andar enigmático
Larga esse relógio
que as horas
não há quem te devolva
jamais
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Mais
Sobre intensidade
Não tem
desculpa
nem
jeito
Só sei
viver assim
A vida
toda
borbulha
Só nuance
de relance
O tempo
sucumbe
o choro
O riso
explode
Recicla
porque
no peito
aberto
corre
desenfreado
sangue
Na alegria
não germina
desafeto
Não tem
desculpa
nem
jeito
Só sei
viver assim
A vida
toda
borbulha
Só nuance
de relance
O tempo
sucumbe
o choro
O riso
explode
Recicla
porque
no peito
aberto
corre
desenfreado
sangue
Na alegria
não germina
desafeto
Mais
Sobre quintas-feiras
A Lua
crescente
a gente
consome
em tragos
curtos
Movimento
de nuvem
densa
que corre
como música
A Lua
crescente
a gente
consome
em tragos
curtos
Movimento
de nuvem
densa
que corre
como música
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Tempo
Um encadear
Estive pensando em como as gotas caminham - diminuindo ao longo de metros. Em como logo se desfazem na areia. Refazendo-se vapor. E de como o vapor que sobe vai formando - espiral - uma silhueta de Vênus que dança. Vapor; dos pés aos quadris, quadris à cintura, tronco realizado, braços, finalmente desenhando a cabeça. Em como ela gira suavidade. E breve, se desfaz em flores, começando pelas mãos, os veios em que correu sangue tranformam-se, agora percorridos por seiva. Como elas caem liberdade. Tocam o chão - colorem, é a gravidade intervindo nas pétalas - após lento desabrochar. A beleza do suspiro realizado em ciclos.
Estive pensando em como as gotas caminham - diminuindo ao longo de metros. Em como logo se desfazem na areia. Refazendo-se vapor. E de como o vapor que sobe vai formando - espiral - uma silhueta de Vênus que dança. Vapor; dos pés aos quadris, quadris à cintura, tronco realizado, braços, finalmente desenhando a cabeça. Em como ela gira suavidade. E breve, se desfaz em flores, começando pelas mãos, os veios em que correu sangue tranformam-se, agora percorridos por seiva. Como elas caem liberdade. Tocam o chão - colorem, é a gravidade intervindo nas pétalas - após lento desabrochar. A beleza do suspiro realizado em ciclos.
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